segunda-feira, junho 18, 2007

Meios buracos 2, ou a porta estreita

É verdade o que dizes, muito verdade.

E por outro não o é, tanto muito não o é.

Só o fio do funâmbulo, detém o sentido.

10 Comments:

Blogger Lord of Erewhon said...

A vida será sempre um universal maior que a razão... mas só nesta confio... Mas, sim, não sou um racionalista... e até os estúpidos me trazem alegria... falo da saudável, sem ponta de ironia.

10:56 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Sim, um pouco isso.

A razão – e o olhar, e a sensibilidade, e etc – orientam-nos em algo que os e nos envolve. Eu confio mais ou menos em todos, ou na dinâmica que se vai gerando entre todos, e que nos constitui.

Passa-se que nem o que nos constitui se sustenta a si-próprio, e por isso é sempre possível a feroz suspeita (nenhum Kant vencerá alguma vez e de vez a possibilidade do cepticismo mais radical) nem o todo que por vezes até merece o nome de “eu”, é visivelmente auto-sustentável.

No fundo, só confio mesmo é em Deus, que nem conheço ;)

Relativamente à ambiguidade da verdade, ou do nosso acesso a ela, trata-se duma (in)determinação eminentemente existencial, e releva da relação que mantemos com as coisas e connosco produzir um sentido que extravasa a estrita objectividade. O mesmo acontecimento de vida (uma experiência estética, um divórcio, uma paixão, um acidente, uma doença, um emprego, uma descoberta científica, um climax dos sentidos, o que for) poder sempre levar-nos a realizar-nos, construirmo-nos e descobrirmo-nos, ou à perdição de si, à confusão desesperada. O sentido do caminho é algo de originariamente misterioso, precisamente porque não nos é intrínsseco (não nos auto-sustentamos, no limite, tudo o que somos e fazemos está fundado ou apoiado em algo que nos escapa).

Um pouco como se o sentido não estivesse directamente nas coisas, ou aí não se esgotasse, mas na dinâmica que nos implica vivencial e pessoalmente. Algo do género.

E, já agora e quiçá a propósito, faz um bom relatório de estágio, Lord ;)

5:57 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Adenda: Deus, que reconheço sem conhecer. Reconheço, na medida em que Ele me conhece e me revela. Trata-se dum acto, claro; Deus é puro acto, diziam os escolásticos. Nenhuma representação o pode fixar. Só o fio do funâmbulo etc

10:26 da manhã  
Anonymous pedro aurelio said...

Olá paz do sr meus queridos irmão em Jesus , passai por aqui para vos desejar um inicio de um bom fim de semana .
Desde já gostava que visitassem o meu blog pk tenho textos novos , que são bastantes actuais para o nosso tempo de hoje.
Gostaria de pedir que me deixem um comentário pk me alegra muito saber as opiniões de cada um de vos
Que Deus VOS ABENÇOE RICAMENTE

Blog oficial

http://pedroaurelio.blogs.sapo.pt/

6:32 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Paz e bem, Pedro Aurélio, e abrenção. PS: Não sei bem se os frequentadores deste botequim podem ser todos apelidados de “irmãos em Jesus” mas pronto ;)

5:00 da tarde  
Blogger Lord of Erewhon said...

Não confies tanto em Deus... É... incompreensível! :)

Abraço, Vitor.

7:44 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Por isso mesmo ;) (Só o que extravasa algo pode cerceá-lo e orientá-lo no que o extravasa). Abraço, Lord

12:29 da tarde  
Blogger Goldmundo said...

Confiar não implica compreender. É no que compreendo que não confio.

Que Deus vos guarde.

11:08 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Amar, claro, maister. Pressentir o lá fora. Abraço em Deus, caríssimo PS: A Maré Negra anda com as focagens políticas certeiras (e não me refiro a pontualidades eleitorais).

11:53 da manhã  
Blogger freefun0616 said...

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2:04 da tarde  

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