segunda-feira, outubro 16, 2006

Nota

Deus revela o real sem estardalhaço.

27 Comments:

Blogger NaSacris said...

Já o contrário nem sempre se verifica. :)

12:04 da tarde  
Blogger Lord of Erewhon said...

Que mentira. :)=

«Sem estardalhaço?»... o teu seminário deve ser numa qualquer dimensão seráfica do real...

Abraço.

2:45 da tarde  
Blogger JOINCANTO said...

E os trovões?
eheheh...

5:08 da tarde  
Blogger Andante said...

Então por que é que ouço tanto barulho?
Será mesmo a trvoada?
Ou será Ele a dar-me cabo da paciência por eu ser como sou e não como Ele quer?

BJocas peregrinas.

8:54 da tarde  
Anonymous Oh said...

Mas isso, porque Ele é Deus-Paciência. Até ver..

1:34 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Não pretendam tanto, pessoas de fé, senão ainda pensam que conhecem Deus, e com esse pretenso conhecimento o ocultam, falando por cima do seu silêncio.

Confundir o fragor da criação, dos anjos aos trovões, das ideias aos átomos, com o nome de Deus – ainda é idolatria.

(Palavras de Moisés, aquele que se descalçou perante a sarça ardente, a tal que pisamos de tão pequena, com as nossas botas protectoras e o nosso olhar altivo.)

10:53 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Bom dia!

10:54 da manhã  
Blogger Andante said...

Bom dia!

Como estou a fazer greve tenho mais tempo para isto... ah!ah!ah!

Beijos peregrinos

11:44 da manhã  
Blogger Lord of Erewhon said...

Bom dia! :)

«Não pretendam tanto, pessoas de fé, senão ainda pensam que conhecem Deus, e com esse pretenso conhecimento o ocultam, falando por cima do seu silêncio.»

Belo!

«Confundir o fragor da criação, dos anjos aos trovões, das ideias aos átomos, com o nome de Deus – ainda é idolatria.»

Exacto, agora e para todo o sempre.

«(Palavras de Moisés, aquele que se descalçou perante a sarça ardente, a tal que pisamos de tão pequena, com as nossas botas protectoras e o nosso olhar altivo.)»

Palavra da Treva:

«Quem beber da Minha boca será como Eu. Eu mesmo Me transformarei nessa pessoa e as coisas ocultas serão reveladas a esse.»

Evangelho Segundo S. Tomé (fala atribuída a Jesus)

«Eu faço a Luz e crio as Trevas, Eu faço a Paz e crio o Mal.»

Isaías, 45, 7

«O Senhor disse a Moisés: Faz para ti uma serpente ardente e pendura-a num poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.»

Num, 21, 8

«Agora és como o vaso que transporta a brasa, como a campânula que protege o fogo. Vedados te estão o milagre e a maldição, mas os Celestiais caminharão na tua sombra.»

Ritual Luciferário Antigo (da consagração do Iniciado)

«Todo trémulo, caí, de rosto contra o chão, e tive uma visão.»

Livro de Henoch, XIII, 13

http://gothland666.blogspot.com/2005/12/palavras-da-treva.html

11:51 da manhã  
Blogger Lord of Erewhon said...

E mais este: http://gothland666.blogspot.com/2005/11/palavra-da-treva_13.html

12:01 da tarde  
Blogger aquilária said...

mas o que no silêncio, por vezes, se revela, é estrondoso e estilhaçante.

um abraço, meu querido amigo

3:23 da tarde  
Blogger Manuel said...

Desculpa que te diga, mas só a palavra "estardalhaço" já nos atira para o transcendente!.. :)

6:05 da tarde  
Blogger caminante said...

Caro amigo, no se puede decir más ni mejor con menos palabras.
Gracias por tu vista silenciosa. Epero tus palabras.
Un fortísimo abrazo.

11:16 da tarde  
Blogger Confessionário said...

Deus revela tudo sem estardalhaço... mesmo aquilo que para nós não é real!

E esta, hein?!

12:33 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Sim, força poética de Erewhon ;)

O que põe algo, possibilita sempre a sua negação (mesmo que apenas na possibilidade, isto é, uma pedra que ninguém existente consiga levantar, não deixa por isso de ser levantável.)

A intuição de algo anterior a seja o que fôr, algo onde tudo tem o seu limite (algo onde tudo começa e acaba) é estranha de determinar, seja conceptualmente (género primeiro motor aristotélico) seja historicamente (os diversos modos como essa intuição se encastra e habita e contamina pacifica e conflituosamente nas culturas e religiões).

Não tive tempo de ir às etimologias, a que ter-se-á de ir, sobretudo para os verbos da tua citação de Isaías.

Seja como fôr, a relação duma anterioridade absoluta com o resto, ser a relação de criação, não significa fabricação a partir duma matéria pré-existente (o que negaria a anterioridade absoluta) e também não significa algo directamente análogo à nossa imaginação, ao nosso pensamento inventivo (na anterioridade absoluta não pode haver antes ou depois, sujeito e pensamento ou acção). Assim Deus não é pensável, morremos ao ver o Seu rosto, ou melhor - tudo o que não somos é condição para ver o Seu rosto (estamos no absoluto mistério, pois.)

Não se trata portanto de ir aos cornos ao Marduk apenas por motivos politico-religiosos (Isaías) ;P Trata-se também de perceber que, sejam quais forem os entes divinos e outros que hajam - algo os precede, algo os sustenta, algo é... a vida somente nada mais ;)

Nós estamos separados natural e ontologicamente, e abissalmente, dessa anterioridade absoluta. E também o estamos por vontade - fuga, negação, puro apego ao nosso pequeno ser, à nossa pequena determinação, avatares da temporalidade e da finitude que queremos grandiosas e tonitruantes.

Também não fui (vai-se indo, vai-se indo... :) às noções e simbologias historico-religiosas da(s) serpente (s). Seja como fôr, a serpente é também o que divide ("diabolos", assírios separando ou dispersando o povo judeu, distinção do bem e do mal, provação de Job, etc)

Não se trata da serpente ser má (ora bolas, também o cancro do esófago é mau, e então?... Como lhe respondes, precisamente, a provação interpela!...)

O Senhor enviou serpentes que mordiam matando, e o povo degladiava-se e desesperava, dividia-se. Cicuta - a serpente de bronze reunia (cicuta em grega, significa, veneno e remédio que cura, e agora lá íamos ao Sócrates... ) OK, OK, Luciferário, esta tem muito que se lhe diga e medite ;)

Nos "Números" há uma permanente dialéctica narrativa entre afastar-se de Deus (pecar) e retornar a Ele (ser perdoado, perdoar-se, perdoar). Sempre os quarenta anos. Sempre o deserto. As veredas que a Deus conduzem são estreitas e escarpadas interiormente, sempre. Mas o lugar de Deus (a tenda) segeu no meio de nós. O anterior criador está indizivelmente presente em todas as palavras e caminhadas.

Só o Deus criador pode salvar (doar sentido) à existência, porque só Ele lhe é anterior e a envolve.

Beber da sua boca, sim.

"Feliz é o leão que o homem comerá
e o leão será homem
e desprezível é o homem que o leão comerá
e o leão será homem" (Tomé, logion 7, geralmente traduzido com mais receio, isto é, menos literalmente ;)

Força, David!

Abraço, sieur.

PS: O segundo post do Goth Land queindicaste é intensa poesia religiosa... E o seu modo de apresentação, fotografado, faz-lhe esteticamente juz. Aqui apetecia falar do orgulho, que divide :P - contra algo, assim como em si: o eu e a representação projectada do orgulho...

1:23 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Querida Insular.

Bien sûr ;)

Sempre que escutamos o silêncio, estrondosamo-nos e estilhaçamo-nos. Se aguentarmos, depois, poderemos escutar o mundo e a vida no silêncio - onde se revelam.

Beijos, poetisa.

1:24 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Claro, Manel, acho que a ideia é precisamente essa, atirarmo-nos ;) Abraço.

1:25 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Alô Caminhante.

Talvez se possa dizer mais e melhor... sem nenhuma palavra ;)

Abracíssimo.

1:26 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Caro Confessionário.

Eh lá! Essa dava uma conversa até à velhice e depois.

Pois, Deus revela-se a Si (irreal para nós, pobre pretenciosos ;)

Abraço.

1:27 da tarde  
Blogger Manuel said...

Devido à proposta de referendo, o aborto vai ser tema de debate nos próximos tempos.
Decidi asociar-me a esse debate com a criaçäo de um novo blogue monotemático: razoesdonao.blogspot.com

Convido à participaçäo e à divulgaçäo.

Abraço

6:39 da tarde  
Blogger Lord of Erewhon said...

«Deus não é pensável»?
Olha que a Teologia Negativa é uma invenção do Mafarrico! JAJAJAJA!!!

P. S. Com mais tempo voltarei... pela Serpente...
Abraço!

P. P. S. Aqueles companheiros «Discípulos» têm graves problemas no telhado...
:)

12:35 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Eh pá, se lhes falta o tecto, vêem o céu... Que raio, não pensei nisso quando lá fui espreitar :P

PS: Mas percebo o que queres dizer ;)

10:03 da manhã  
Blogger Lord of Erewhon said...

Olhar muito para as estrelas queria um tremendo vórtice de egocentrismo acólito! A religião precisa de «telhados».

P. S. «Os amigos» censuraram-me... devem ter pensado que eu era o Devorador de Estrelas que está por vir... JAJAJAJA!!!
Padres! ;)

12:18 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Ou de Estradas… ;)

12:18 da tarde  
Blogger Luiz Henrique Matos said...

Caro Vitor,

E eu que sempre desejei ouvi-lo falar por entre as nuvens, naquela voz trovoada... me contento em tão "somente" te-lo em mim, a falar sem parar.

O problema, acho, é que em trovões ou sussurros, quase sempre me faço surdo.

Abraço tupiniquim.

4:35 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Ó meu caro Luiz… Podes crer… Ai, ajuda-me, meu Deus, na minha incredulidade, cegueira, manquez, surdez, dureza de coração, orgulho do entendimento… Enfim, se não fosse Ele estava frito ;);)… Abraços de além-mar

5:14 da tarde  
Blogger freefun0616 said...

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1:55 da tarde  

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