segunda-feira, dezembro 06, 2010

Solange

Sento-me na esplanada, (….........) olho a fachada cinzenta dum prédio abandonado, as portas e janelas fechadas a traves de madeira. (…....) frio. Os dias passam, no prédio, no inverno, nos guarda-chuvas e sobretudos escuros que percorrem as ruas, apressados ou lentos, atravessadas ou não por setas e águas vivas. Os dias caminham dentro dos dias (…........................................) mulher (…........) coisa que se perdeu no princípio, (…..........) memória do mundo. (…...........) irrompe algo (…........) o mar entregar-me os seus membros, o céu estilhaçar-me os seus brilhos. (…............) parece-me tocar a minha própria existência num espaço total de alegria e espanto (…..........) extensão do mundo embatendo no meu corpo como vagas na praia. Os dias caminham em mim (…..........) força convulsionando a maravilha (….................) reconhecer-te-ei como conheço (…..........) a história que nos propomos contar e não sabemos. (….....................) Ainda não. (…........) a esperança que um rio tivesse no seu contacto com o mar e as chuvas (…........) a busca que se alimenta da própria busca (…................) Já estou habituada a não encontrar nas minhas descobertas (…..............) Talvez só se encontre uma vez. Talvez depois seja mesmo outra coisa. Todo o resto estados de passagem. Deve ser por isso que os dias passam.

4 Comments:

Anonymous a vida é larga said...

até parece que um oceano nos junta !...
eheheheheehheheeh !!!!

abraço, abraço, abraço !!!

3:02 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

claro, carago: o mundo é redondo como um anel ;)

abraço!

2:46 da tarde  
Blogger BLUESMILE said...

Olá vítor:
Atribuí-te um prémio da blogosfera - o prémio dardos.
Sei que parece uma coisa um bocado infantil estas tretas em cadeia da blogosfera, mas é uma forma de reconhecimento "público" (e pesso) pelas coisas que escreves.
Mil beijos

11:14 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

que honra :) bjos

12:03 da manhã  

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