terça-feira, maio 23, 2006

Desabafo apocalíptico

Este deus que se revela em Jesus Cristo é completamente doido. É tão louco de amor, que abraçará no seu seio os anjos caídos. E estes, só não se deterão lá, se não o quiserem e desejarem. E ele os deixará ir, por puro amor – para não violentar-lhes a liberdade, esse bem supremo e divino.

E tudo isto e infinitamente mais ele faz, continua e eternamente – por dentro das coisas e histórias, como é sua essência. Nós não notamos, mas a luz resplandece por dentro de todas as coisas e seres.

Que Deus seja louvado e amado e vivido, no céu e na terra, na amizade e na inimizade, no desespero e na alegria, na dor e na serenidade.

Aleluia, aleluia, aleluia!

Seja feita a Tua vontade.

Ámen.

35 Comments:

Anonymous blues said...

pois, aja um reconhecimento qualquer, não sei de quê, que nem são mortes nem memórias, nem futuros nem espaços nem tempos. bem? nem passando a mão pelo cabelo se percebe...

7:01 da tarde  
Blogger Migalhas said...

Amen!

11:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olé. Desculpa incomodar. Por vezes, a casa é o lugar da intimidade, da privacidade, do refúgio. E as visitas chatas tornam-se insuportáveis. Também às vezes, o desabafo é mesmo uma emesis, exigindo repouso e tranquilidade. Mesmo assim...

Sobre o grande inquisidor: verás que é uma constante das religiões, com a agravante monoteísta. Sancionar a dissidência é assegurar a sobrevivência. Há que reconhecer a tremenda força simbólica das chaves de Pedro, e a sua razão de ser: o poder da mediação, o controlo do acesso à Origem.
A esta lei não escapam agnósticos ou ateus. Basta ver o resultado de transformar o ateismo em religião de Estado. Seja em nome da República, da Pátria, da Nação, da Raça, ou do Proletariado, as vítimas contam-se aos milhares de milhares.
Pelo que a tentação inquisitorial tem de ser sinalizada no interior do ser humano, na sede de poder, no desejo de sermos deus...
O que sim, se pode dizer do cristianismo é que, com o veneno, também oferece o antídoto: falando de um Deus totalmente Outro, transcendente, que escapa ao nosso controlo e domínio; e de um Cristo que assume para toda a eternidade o partido das vítimas; e de um juízo final que só a Deus pertence (ver a parábola do joio).
Entretanto, vai-se fazendo a história da nossa fé: com avanços e recuos, cedendo à tentação do poder e ao mesmo tempo denunciando-a e sublimando-a. Funâmbulos...
JS

11:18 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Continuando:

Quanto ao António Maria e seus companheiros bloguíticos: verás que os seus arrobos inquisitoriais pertencem mais ao domínio do wishful thinking. Há ali perigo, sem dúvida, mas também atenuantes: a desorientação perante o mundo e a Igreja de hoje; as referências à oração e o remeter para um castigo divino.
Porque o verdadeiro inquisidor não sofre de desorientação, nem se contenta em remeter o trabalho do ajuste de contas para Deus. Aliás, Jesus quase nem faz parte da sua linguagem: apenas Papa, Magistério, Direito Canónico, Hierarquia. Por lavagem cerebral, queda desprovido de opinião própria, limitando-se a ser um fiel emissário da instituição, do seu núcleo de poder endeusado. Até que ele próprio tem acesso ao poder, e se torna o seu braço armado. E aí, ai de quem for apanhado na teia...
Se quiseres ver um inquisidor em formação, poderás dar um saltinho ao "Ubi caritas". Tomara eu estar errado; mas, infelizmente, desenvolvi um sexto sentido para estas coisas. Sou uma Clarice Starling frustrada...
JS

12:21 da manhã  
Blogger NaSacris said...

Oh Vitor!
Esse final do desabafo, com esses aleluias e amens, tá mais para final de oração de crente evangelico da IURD! Hehehe
Mas o importante é que "Deus seja louvado e amado e vivido...", o resto é conversa.

JS
Bela análise essa sobre os "novos inquisidores", hein! E eu que merecendo ou não estou na linha de tiro deles. Mas gostei dessa de te definires, a propósito do sexto sentido como uma Clarice Starling frustrada.

1:36 da manhã  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Isto tá um bocado BD!;)

11:10 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Olá, Blues, então, sempre a abrir? :)

Passo passando a mão pelo cabelo e não me reconheço e do mesmo modo de algum modo me reconheço não me reconhecendo. Sou um estranho que se procura e cuja identidade reside - nessa mesma procura. Assim pois - creio quem estar lá, o Outro que não me fixa e move e dá vida, pois.

Sei lá ;)

Abraço. Estava com saudades dos teus comentários.

4:04 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Alô, Migalhas, deus abençoe, pá, deus abençoe os que se põem ao serviço louco do amor ;) e assim inauguram uma nova vida e uma nova morte. O resto está sob suspeita, não apenas da razão e do coração – mas da própria fé. Melhor dito: sem esta suspeita, não há fé que se aguente. Uuuuuuups, evidentemente: quero dizer – é o que se passa comigo. Abração.

4:07 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Oh, caríssimo JS.

Antes de mais os teus incómodos são para mim uma alegria. É mesmo assim, aliás, incomodar é preciso, o outro é sempre um incómodo porque nos impede sempre qualquer coisinha. Aliás 2, venham as vozes do Grande Inquisidor, também, como para mim é evidente, tal como evidente é o direito a replicar como se lhe dá na bolha. Isto inclui caralhadas e o que for preciso seja para quem for, estão à vontade. Eu, se não me apetecer estar em casa, posso sempre ir beber um copo ou fazer uma viagem. A única censura aqui (até ver, e nunca aconteceu, está apenas consignada por princípio) é a informação sobre terceiros que estes não queiram ver aqui escarrapachadas, ou certas incitações à violência. E digo bem, certas; têm que remeter claramente para uma prática e física agressão. Quem define isto, sou eu, evidentemente. Caraças, sempre estou em minha casa, não? ;)

A questão é: Como fazer do incómodo intermitente ou constante que o outro é, uma mútua abertura e recepção?
Acho que mesmo que não me quisesse cristão, ora eis algo que me apelaria (estes jogos do se são sempre um bocado falaciosos, mas pronto, por vezes, é o que se arranja :) Seja como for, uma das coisas que mais me afronta em certa, digamos assim, igreja, é a pretensão de exclusividade a seja o que for. Deus, o amor, a justiça, a verdade, o sentido, o que for, o próprio cristianismo – não são exclusivos de ninguém oragnizado ou desorganizado.

Eu sei que padeço dum défice de religiosidade em anseio de intensificado de espiritualidade ;) Sempre fui apressado, e cair da bicicleta é para mim um dos modos de ir pedalando. (Agora lembrei-me do ET, ah ganda ET, e um abraço ao Hélder, não ao Câmara mas ao Herberto, ora e porque não outro para o Câmara, para que pedale ;)

E como um gajo (eu) não pode e não quer só blogar, deixo o não sei quê e salto para a coroa (ou para a cara?...)

Funambulismo, pois claro.

Bem, como se pode depreender pelo meu arroubo acerca do Grande Inquisidor, não é coisa nova para mim. Eu movo-me, digamos assim, no cristianismo, há muitos anos.

Comece-se pelo princípio, uma pequena confissão (é a atitude de exposição e confissão sinceras que são o princípio, e não o seu conteúdo): Eu baptizei-me na Igreja Romana, para além dos encontros específicos e concretos que a isso conduziram, assim como outros milhentos motivos, para assumir a inquisição e tirania romanas, e através disso condenar-me e ferir-me – em absoluto contrário do sentido tirano e inquisidor que condena e fere. Não o vivo sempre sem orgulho ou ira, mas… é mesmo assim.

Ora, e eu sei que na comunhão católica romana, na celebração eucarística, o engulo também a ele – esse, que mais do que estar fixo completamente em seja quem for, nos habita a todos. Concordo em absoluto com o segundo parágrafo do teu primeiro comentário

Isto já vai comprido, e tenho em crer que meia palavra para ti basta. Tratemos dos equívocos à medida que vamos por aí conversando.

Acabo com outro dos motivos: uma evidente decisão de comunhão religiosa (no sentido que lhe dás, ou o Debray, ou eu próprio nesta frase ;). Aliás tratarei de ler este. Eu, a sua medialogia, embora não conheça muito bem, até ver nunca me atraiu muito. Essas coisas da espiritualidade e religiosidade é naquelas coisas “Deus um itinerário” e etc?...

Com licença absoluta para me incomodares.
Um abraço.

4:32 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Caro Nasacris.

Pois, eu cá as piroseiras não me incomodam: aleluias, muitas bençãos, beijos no coração, siga a marinha (fazer-se ao largo na distância, que mais?:)

Em Alfama, damos prémios às ruas mais floridas. Fica uma placa na parede, que todos respeitamos :) E os que não respeitam, atiramos-lhes tal Baudelaire em spleen parisiense, os mais gloriosos vasos de flores à cabeça. Depressa se dispersam.

É assim, carago, a malta é moura.

4:43 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

4:45 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Maister Klatuu, Insigne Herege.

Viva!

Não posso deixar de dizer que estive conversando com um novo inquisidor aí numa net-casa (e daí o teor libertário dos dois últimos comentários), que temo bem que te condena ao modo pestilento da sua patologia (que tem tanto a ver, como sabes, com a de Artaud, como o anseio de sanidade tem que ver com a insanidade teimosa.)

Evidentemente, deixei claro, que quanto a esse ponto e princípio, que fosse para o caralho, ou para a puta que o pariu, enfim, qualquer coisa que lhe abra a cabeça e lhe tire o bolor da caixa dos pirolitos.

Quanto à BD, pois.
Mas, como sabes, aqui no burgo, o Robocop apaixonou-se pela cantora pimba Ágata.

Respectfully yours
In dark waters

Vítor Mácula

4:47 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Acrescente-se pirosa e cristologicamente, que o Grande Inquisidor que mais temo, é evidentemente aquele que em mim habita. E com tal força, o cabrão...

6:33 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caro Vítor

Desde já te advirto que embrenhares-te no Debray tem o seu preço. Não apenas monetário, que para isso aconselho a Feira do Livro e os seus 20% de abatimento...
Sugiro que comeces pelo "O Fogo Sagrado", um ensaio de antropologia religiosa. Embora a leitura do judeo-cristianismo em chave mediológica do "Deus - Um Itinerário" mereça também a tua atenção. Entretanto, vamos aguardando a tradução do "As Comunhões Humanas"...
JS

7:30 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Eh eh, pois é, JS, mas olha… a malta até lê francês (embora infelizmente não toque piano :) e estes têm aquela simpática mania de editar muita coisa em bolso… Uma vez na FNAC, num expositor estava um livro do Lobo Antunes, já não me lembro qual, na edição portuguesa a 20 e tal euros, e ao lado, a edição francesa de bolso a 6 euros… Deu-me cá uma vontade de comprar o francês, não pelo dinheiro, mas pela ironia de ler um autor português traduzido ;)

Quanto ao preço de se confrontar com o Debray, evidentemente não sei qual é. Gosto dos títulos. Mas um meu net-mestre espiritual usou uma expressão fortíssima, numa pergunta que me colocou: agarrar-se à crina do cavalo. Sim, esse é o sentido místico da guerra santa. A fé tem que se combater, confrontar, e também, intrinssecamente, suspeitar de si. Tem que se pôr à prova – até porque não é possível executá-la sem tal…

Seja como for, eu tento avançat lentamente, para mais lentamente recuar. Assim, sempre vou andando um bocadinho.

Ainda nem respondi à pergunta do net-mestre espiritual. Rumino, rumino ;)

Obrigado pelas dicas, e pela advertência, um abraço e bom fim de semana.

11:31 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Obrigado, abraço, e bom fim de semana também para o net-mestre espiritual :P

11:31 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Vitor

Apenas para te informar que o "Deus..." e o "Fogo..." têm edição de bolso francesa. O primeiro da Odile Jacob e o segundo da Gallimard.

Boa sorte com as compras!

JS

11:08 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Já agora... :)

IL ETAIT TEMPS

Devenir, Comme seule raison de résister
Tenir, élever le ton pour exister
Ça se dit ça se chante facilement
Mais mon refrain aujourd’hui c’est
Il était temps qu’enfin le ciel se rappelle de moi
Il était temps enfin une trêve ma chance a moi
Il était temps Il était temps

Courir après l’idéal ça vaut le coup
Souffrir . Oh quel régal quand c’est un rêve au bout
Ça se dit ça se chante facilement
Mais mon refrain aujourd’hui c’est
Il était temps qu’enfin le ciel se rappelle de moi
Il était temps enfin une trêve ma chance a moi
Il était temps Il était temps

J’y croyais plus
J’ y croyais plus d’ailleurs j’ai du mal a le croire encore
Il était temps qu’enfin le ciel se rappelle de moi
Il était temps enfin une trêve ma chance a moi
Il était temps Il était temps

Il était temps pourvu que ça reste
Et si ça ne dure pas
Je serais heureuse de dire aux enfants
Que j’y ai touché une fois dans mon temps

Il était temps…

12:06 da manhã  
Anonymous morfeu said...

Medito nas vossas palavras por ausencia oportuna das minhas,vejo pedaços de itinerário nos espelhos por aí pendurados, espreito um "milagre" de fé em mim na solidariedade e compaixão dos outros, ou, nesse tal Deus absolutamente libertino...
Um abraço
Morfeu

11:33 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Olá querido irmão/ A e com muita alegria que encontro mais um blog a ser dedicado a este grande Deus, gostai muito da forma que o querido/a irmão fez o seu blog esta muito criativo e bem construído que Deus continue abençoar este grande trabalho.
Querido irmão/A também tenho um blog meu qual chamo o oficial gostava muito de que o irmão/a visse e deixa-se uma opinião, e muito importante para que eu possa cada vês fazer melhor o endereço do blog e este que passo a mencionar,


http://pedroaurelio.blogs.sapo.pt/

4:12 da tarde  
Blogger Lord of Erewhon said...

Tou rodeado de «inquisidores» e «algozes»... o que me vale é que sou um gajo GRANDE!:)=
Abraço!

3:32 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Pequena explicitação acerca da tensão entre aceitação e recusa espiritual que tanto pode cegar os olhos de ardor como fulgurá-los de lucidez:

Ao dizer que integrei a igreja romana, para sofrer condenação, não o digo no sentido de me sentir separado da sua tradição teológica (o que não é de todo verdade), pastoral (o que é um pouco verdade) ou socio-política e cultural (o que é em parte muito verdade, e noutra muito falso). Digo-o no sentido um pouco mais esquizo, de assumir na minha carne e espírito, o confronto interno e assunpção do mal (que me habita, e que a habita). Isto tem que ver com o grande inquisidor, cristão no caso, o anti-cristo, que só pode surgir dentro duma comunidade cristã, e no coração do(s) crente(s). Trata-se duma estrutura que só tem sentido e possibilidade no cristianismo.

Eu não identifico o anti-cristo a Lúcifer, ou sequer a qualquer ente vivo (enquanto essência deste, e não enquanto actividade livre sua).

Estes delicados assuntos irão evidentemente sendo desenvolvidos e meditados de vez em vez por aqui.

Deixo aqui dois excertos da discussão que ocorreu algures, apenas para explicitação:


“O Grande Inquisidor é um dos ídolos mais perigosos do cristianismo, porque pretende aparentar-se o mais possível com este, substituindo a renúncia pela frustração, a verdade pela aparência, a superação pelo bloqueio, e por aí fora e dentro. Desmascará-lo faz parte da guerra santa (que o Grande Inquisidor precisamente, perverte em violência, no esquema da persecução e condenação). »

“Quanto à serpente, pois… Não sei se a sua acção é maligna em si. Ela é a situação da tentação, mas digamos que pode estar conforme ao seu ser, não ser um erro da execução de si própria… Ser um mal para os humanos seguir os seus conselhos, mas não ser um mal para ela proporcioná-los, digamos assim… Aqui, o livro de Job dá-me cabo da pinha ;) Não tenho mesmo unhas para esta guitarra. Mas que fique claro (ou melhor, que fique dito) que não penso que o mal seja de modo nenhum justificável, não é isso que está em Job (ou no perdão de Deus…)"

10:49 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Pirosice acerca dos limites de identidade e diferença, com subjacente sentido da mutualidade da inclusão e exclusão, e sua interrogação representacional :

Fui no sábado ver o X-Men 3, e, no meio duma sala cheia de pipoqueiros e juventude em marcha ou anestesia, acabei o visionamento com lágrimas nos olhos. O filme é, artisticamente falando, uma merda. Ou, sequisermos, e para não discutir estética cinematográfica – poderia sê-lo. A tensão aqui é outra. Nessa noite sonhei que era ameaçado de diversos modos, por gangs suburbanos e bandos de skinheads. É palerma e « flat », pois. Alguém poderá sempre dizer também, que não tem nada que ver com o assunto. Pois.

10:49 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Il était temps... maravilhoso.

10:53 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Caro Morfeu, olá.

Deus não será libertino enquanto Deus, visto que a Deus ninguém o viu ;)

Quanto a Cristo, se o sentido de libertino for o dado áqueles que se entregam aos prazeres mundanos, termo do séc. XVII/XVIII, nada nos textos canónicos e apócrifos indica tal.

Que o Deus cristão seja libertário (da libertação dos escravos do Egipto até à libertação do pecado em Cristo), pois.

Agora, a questão da busca de Deus por cada um de nós, é evidentemente livre. Deus, e até especificamente o Cristo, é dado a todos, inclusive aos ateus enquanto representação qualquer, e o discurso ou procura existencial acerca destas coisas não é pertença nem de facto nem de direito de ninguém individual e colectivo.
Dizia Pascal (que também muito discorreu acerca da libertinagem): Procurá-lo, é já encontrá-lo.

Nunca se pára, e é sempre confuso.

Evidente para mim, que Deus se encontra ou se dinamiza na abertura amorosa ao outro. “Nos espelhos para aí pendurados”… que magnífica expressão…

E uma nota croma acerca da libertinagem: Dizia Casanova: Comecei como filósofo, e acabo como cristão. E comenta Philippe Sollers: É bem melhor que o inverso… :)

Abração!

11:05 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Olá, Pedro, e até já.

11:05 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Caro Bispo.

Estamos todos, pá, por dentro e por fora ;)

Abraço.

11:07 da manhã  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Eu por dentro estou cheio de ninfas em pelota! JAJAJAJAJAJA!!!

11:21 da manhã  
Blogger Lord of Erewhon said...

Posso confirmar...;)
JAJAJAJAJAJA!!!

11:22 da manhã  
Blogger Vítor Mácula said...

Evidentemente somos uma catrefa de pontos de vista e imagens e ideias e disposições…

Com essa da confirmação episcopal ;) entramos em cheio na esquizofrénica consciência…. E aqui temos de ter cuidado com o grande inquisidor psicologista e psiquiátrico ;);)

Quanto às ninfas interiores pois… No meu trajecto, podem ser via para o maravilhoso, mas também para o clorofórmio… um pouco o perigo do canto das sereias… Nada sem reverso na terra, porra…

Bem, vou almoçar e depois trabalhar noutras coisas… Se algum inquisidor psicologista e psiquiátrico, aparecer, o embuçado que fale com ele… ;)

1:13 da tarde  
Blogger BLUESMILE said...

Vítor - belísimo post.. Adicionei-o ao meu blogue, se não te importares...
JS - Arrepiou-me um bocadinho a tua análise sobre sobre os novos inquisidores - mores Arrepiou-me sobretudo por ser tão verdadeira..." O verdadeiro inquisidor não sofre de desorientação"... agora chamaa d erelativismo...

1:33 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Cara Bluesmile, com um sorriso dessa cor, estais à vontade :) Abraço.

PS: Conversão cristã sem desorientação é uma impossibilidade prática. São precisamente os nosso orientes (sejam eles quais forem)que vacilam perante a invasão divina ;)

11:09 da manhã  
Blogger Luiz Henrique Matos said...

Vitor, há quanto tempo... a 'interação' entre seu blog e o meu dessa ex-colônia vossa anda distante.

Quem saberá dizer como e quem estará sob as asas do Pai no dia derradeiro? Talvez nossas visões e sonhos sejam um predito do que virá. Ou não (como diria Caetano Veloso).

Escrevi algo sobre isso, em outubro de 2004. Se estiver interessado está no link http://missaovirtual.blogspot.com/2004_10_01_missaovirtual_archive.html. O nome do texto é "Amigo de pecadores".

Abraços,
Henrique (Brasil)

9:01 da tarde  
Blogger Vítor Mácula said...

Alô, Henrique.

Pois, mas isto da bloguice é mesmo assim… distâncias, paragens, esperas, e até desaparecimentos… é a vida ;)

O teu texto arrepiou-me todo… não só pelo tema do pecado, mas pela força com que afirma Cristo vivo presente… aqui, agora… onde senão?... Tantas vezes o conjugamos no passado ou na representação simbólica ou cultural… E Deus ou é vivo ou não é….

E por falar em interacção transatlântica, já deste uma espreitada no Samuel “Estação Nocturna”?... O seu post “Por que?” de quinta-feira 4 de Maio tem muito que ver com isto.

Abração!

5:55 da tarde  
Blogger freefun0616 said...

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